Clínicas de recuperação em todo Brasil

Internação compulsória

A internação compulsória de dependentes químicos costuma causar muita polêmica na sociedade como um todo, assim como ocorre, de uma forma geral, com a internação involuntária.

Entretanto, não dá para negar que em casos específicos, esse tipo de tratamento é extremamente importante para conseguir manter o dependente químico em segurança e auxiliá-lo a livrar-se do vício que possui.

Por mais que exista outras modalidades de tratamento que são eficazes, no caso de um dependente em substâncias químicas, como é o caso da cocaína ou do álcool, poucas delas costuma trazer resultados tão positivos.

Nas clínicas com a internação compulsória, os pacientes costumam encontrar tranquilidade e o auxílio que precisam para que possam recuperar-se, contando sempre com um ambiente totalmente voltado para essa finalidade.

A taxa de sucesso das internações, sejam elas compulsória, voluntária ou involuntária, em uma clínica de recuperação é muito alta, mostrando como essa forma de tratamento é eficaz.

Ao estar internado em um local seguro e longe de qualquer tentação referente ao uso de substâncias químicas, o paciente torna-se menos suscetível a ter uma recaída.

O ideal seria que o próprio paciente, tendo noção do problema que possui, busca-se auxílio de forma voluntária, mas como isso nem sempre acontece, a internação compulsória é uma última opção.

É sempre bom lembrar que muitas vezes há pessoas que entram no mundo da dependência química e acabam por afastar-se da família e amigos.

Nessas situações, a internação de forma compulsória é necessária porque não há ninguém que se responsabilize por esse indivíduo, sendo então preciso que um médico e um juiz tomem a decisão de interna-lo.

Apesar de ser costumeiramente confundida com a internação involuntária, a compulsória distingue-se, principalmente, nesse aspecto de quem é responsável pela solicitação para internar o paciente.

O que é a internação compulsória para dependentes químicos ?

A internação compulsória é um tipo de internação de um indivíduo com dependência química que não necessita de autorização familiar para ocorrer.

Ela difere da internação involuntária, justamente, porque no caso dessa é preciso que a família requisite a internação e o tratamento, já no caso da voluntária, a mesma é feita com o consentimento do próprio paciente.

Para que a internação compulsória ocorra é preciso a participação de dois atores: o juiz e o médico.

O médico é aquele que irá realizar um pedido formal requisitando a internação de um indivíduo que não mais possui domínio sobre sua condição física e mental (psicológica) devido ao vício.

Esse laudo médico deve detalhar os motivos e as condições atuais do paciente, a partir do qual o juiz irá, então, tomar a decisão sobre se aceita ou não o pedido de internação.

Além do laudo realizado por um médico especializado e do pedido formal, para tomar sua decisão o juiz ainda levará em conta as condições da clínica em questão, quanto à segurança para o paciente e para os funcionários.

É sempre preciso deixar claro que o magistrado deve observar a possibilidade de manter em segurança os outros pacientes da clínica e os profissionais que trabalham no local antes de permitir a internação do dependente químico.

Quando é necessário para o tratamento?

Quando um dependente químico começa a apresentar riscos para si mesmo e para a vida de outras pessoas, então é muito importante que seja realizado o pedido para internação compulsória.

Como a dependência química afeta, principalmente, a questão mental ou psicológica do indivíduo, ele passa a tomar decisões cada vez menos racionais e mais agressivas.

Essa maior propensão a ser violento é um grande risco para que ele venha agredir, ferir ou até colocar a vida de outras pessoas em perigo, bem como sua própria, ainda mais quando existe um problema de depressão associado.

A internação de forma compulsória está prevista, aqui no Brasil, dentro de uma legislação que trata sobre a internação dos dependentes químicos, que é a Lei 10.216/01.

É dentro do artigo nove dessa lei que a internação compulsória está prevista, resguardando assim o direito do médico e do juiz requisitarem a mesma para um dependente químico quando acharem necessário.

Como é feito o pedido de internação compulsória?

A internação compulsória, como dito anteriormente, é aquela em que não há a necessidade do consentimento ou autorização da família para ocorrer, até porque na maior parte das vezes é feita com dependentes isolados.

Ou seja, aqueles dependentes químicos que afastaram-se da família e dos amigos, e que já não possuem mais ninguém para olhar por eles ou ajudá-los.

Como o indivíduo não reconhece o problema que possui nem deseja ser tratado para conseguir recuperar-se, a internação pode ser requisitada por um médico e um juiz.

Antes explicada aqui no artigo, o principal fator a ser levado em consideração na internação compulsória é a decisão judicial para a realização da mesma.

O juiz deve sempre ter em mãos o laudo médico especializado, as condições de segurança da clínica, garantindo que os outros pacientes, os profissionais de saúde e outros funcionários estarão protegidos.

Para o laudo médico, o profissional deve deixar bem claro a incapacidade e os problemas físicos e psicológicos que as drogas ocasionaram no dependente químico, bem como os riscos que ele apresenta a si mesmo e a outras pessoas.

É sempre bom lembrar que a internação de forma compulsória é sempre um último recurso, quando a pessoa que sofre com vício já recusou ou não teve eficácia em outras formas de tratamento, e nunca como opção principal.

Como é o tratamento de forma compulsória ?

Antes de ser internado de forma compulsória, o indivíduo precisará passar por uma avaliação médica, que irá atestar qual é o seu estado atual, que poderá exigir a internação.

Ao saber das condições do paciente, o profissional já poderá indicar, após o juiz ter concedido o pedido de internação, qual é o tratamento adequado ao dependente químico.

E qual é a forma de tratamento de dependentes químicos que foram internados compulsoriamente e precisam de tratamento 24 horas na clínica?

O tratamento em uma clínica de recuperação deve durar, no mínimo, 90 dias para que algum resultado possa ser observado no paciente.

O tempo médio de tratamento gira entre 90 a 180 dias, com alguns casos sendo necessário o paciente passar mais de 6 meses no local para conseguir recuperar-se totalmente.

Tudo isso dependerá do estado do dependente químico ao chegar na clínica e de como ele reagirá ao tratamento que estiver recebendo.

A clínica de recuperação deve oferecer o auxílio de profissionais como:

  • Médicos
  • Psicólogos
  • Terapeutas
  • Nutricionista
  • Educador físico
  • Enfermeiras
  • Técnicas de enfermagem
  • Colaboradores de apoio

Com toda essa equipe completa à disposição, o paciente poderá ser auxiliado em um tratamento completo, que deve passar não só pelos cuidados da saúde mental, mas também física.

Aliás, é importante que a saúde mental e física dele seja bem avaliada ao chegar na clínica, para que as indicações de tratamento sejam as mais assertivas possíveis.

O paciente poderá receber tratamento baseado em acompanhamento terapêutico individualizado (com psicólogos e psiquiatras), terapia em grupo com outros pacientes, prática de atividades físicas, alimentação adequada, etc.

Tudo isso irá influenciar diretamente em como o paciente conseguirá reagir ao tratamento a que ele está sendo exposto, fortalecendo-o de todas as formas.

À medida que o paciente for apresentando melhoras quanto ao vício que possui, é possível ir realizando uma transição para a internação parcial.

Assim, ele poderá começar a ir para casa e ficar com a sua família na parte da noite, o que ajuda bastante na ressocialização do indivíduo, ao invés de o mesmo receber alta de uma vez após um grande período de internação.

Toda a eficácia do tratamento, na internação compulsória, passa por todos esses detalhes que precisam ser considerados.

Como é a alta na internação compulsória?

Assim como ocorre no momento da internação compulsória, que exige uma ordem judicial para que seja aceita pela clínica, a alta também está condicionada a decisão do juiz.

O paciente jamais pode deixar a clínica, nesse tipo de internação, por vontade própria, já que corre-se o risco de que ele saia antes de qualquer efeito do tratamento.

Dessa forma, é preciso uma ordem de um juiz, baseado em um laudo médico especializado, para que o paciente possa sair, mesmo que o profissional de medicina já o tenha liberado.

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